Este website usa cookies para melhorar a navegação dos nossos utilizadores. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Fechar ou Saber Mais
Temos 65 visitantes online, total de visitas: 122.732

História

Bensafrim é a maior povoação do concelho de Lagos, localizada no extremo nordeste, sendo irrigada pela ribeira de Bensafrim e limitada a Norte pelas povoaçãos de Bordeira e Aljezur (concelho de Aljezur) e Marmelete (concelho de Monchique), a Este, pela povoação de Mexilhoeira Grande (concelho de Portimão) e povoação de Odiáxere, a Sul, pela povoação de São Sebastião e a Oeste, pela povoação de Barão de São João.

O povoamento do território que compreende a actual povoação deu-se em tempos remotos, um facto comprovado pelos vestígios arqueológicos encontrados na povoação, como é o caso de menires, bem desenvolvidos e de fácil reconhecimento e de uma necrópole da Idade do Ferro. Aqui foi confirmada a presença romana, pois nesta necrópole foram encontradas incineração pertencentes a este povo, de onde se retiraram fragmentos de cerâmica, pregos, armas e algumas peças de bronze do século I d. C.. O espólio da necrópole pré-romana incluía vasos cerâmicos, um anel de cobre, argolas de bronze, fuzilhões de fíbulas, pontas de lança em ferro, uma pequena argola de ouro, contas de vidro colorido e lajes funerárias com caracteres ibéricos.

Da presença muçulmana, também ela identificada na povoação, destaca-se os poços e noras e, de maior importância, os silos escavados na rocha.

Por volta do século XVI, a economia de Bensafrim assentava nas produções típicas da região, como é o caso do figo, da amêndoa, do mel, da cera, do gado e do carvão. Há também registo da existência de fábricas de cerâmica na região. Este tipo de economia tradicional chegou aos nossos dias, pelo facto de Bensafrim não ter acompanhado o desenvolvimento que se reflectia nas outras povoaçãos do concelho de Lagos, tendo-se mantido até ao século XX, uma povoação de elevada ruralidade.

Toda a sua estrutura social na altura se cingia ao pároco, que presidia à vida da comunidade. Todas as questões sócio-económicas giravam em torno da igreja paroquial e respectiva manutenção e da luta pela melhoria das condições de vida da população.

O seu curioso topónimo tem sido objecto de várias análises levadas a cabo por diferentes autores. Américo Costa, entre outros, tem salientado a presença de reminiscências místicas de origem árabe e de elementos da liturgia do evangelho, não sendo, no entanto, possível ter esta afirmação como certa.

O orago da povoação de Bensafrim é São Bartolomeu.

 

Resenha Histórica

Bensafrim é uma povoação do concelho de Lagos, distrito de Faro, limitada pelas povoaçãos de Bordeira, Aljezur (concelho de Aljezur) e Marmelete (Monchique) a Norte; Odiáxere, a Este; S. Sebastião, a Sul; e pela povoação de Barão de S. João a Oeste. A povoação é irrigada pela Ribeira de Bensafrim que nasce na serra de Espinhaço de Cão e desagua no Oceano Atlântico. O seu orago é S. Bartolomeu.
Sob o ponto vista arqueológico, a povoação dispõe de vários elementos dignos de destaque, nomeadamente a necrópole da Fonte Velha, ou Salmões da Mina, como também é conhecida, e onde foram encontradas incinerações romanas de onde se tiraram fragmentos de cerâmica, pregos, armas e alguns bronzes do século I a.C.. O espólio da necrópole pré-romana incluía também vasos cerâmicos, um anel de cobre, argolas de bronze, fusilhões de fíbulas, pontas de lanças em ferro, uma argola de ouro, contas de vidro colorido e lages funerárias com caracteres ibéricos, semelhantes a outras encontradas no Sul do país.
A ocupação arábica além de ter deixado bastantes vestígios arqueológicos manifesta-se também na toponímia. O topónimo principal assumiu, ao longo dos tempos, várias grafias, uma das quais Benassaharim que, segundo Frei João de Sousa, significa “feiticeiros”, estando relacionada com o verbo “Sahara” com o sentido de “encantar”. Apesar de existirem outras interpretações quanto à significação do topónimo, o certo é que relativamente à sua origem há consenso entre os principais autores: trata-se de um topónimo de origem árabe. De acordo com estudos mais recentes, a palavra desdobra-se em Ben Sab´r In = Ben Sab(i)r In(scribir), ou seja “Bem Saber Inscrever”, referindo-se à existência de uma oficina de lapidaria da época proto-histórica, onde se esculpiam os “herouns” ou seja, as “estrelas monumentais funerárias” e que possivelmente fornecia toda a região do actual barlavento algarvio. Da presença muçulmana destacam-se também as noras e poços e, de maior significado, os silos escavados na rocha.
Do património histórico desta povoação, para além dos vestígios arqueológicos já mencionados, destacam-se a Igreja Matriz, bem como vários moinhos de vento. Como locais de interesse turístico, referência para a barragem da Bravura e respectiva albufeira, para a zona de caça associativa, bem como para a típica paisagem local. Elemento característico é a presença da rocha de grés vermelho que existe ainda na fundação de algumas casas.
A economia da povoação de Bensafrim assentava tradicionalmente nas produções típicas da região, o figo, a amêndoa, o mel, a cera, o gado e o carvão, uma economia setecentista que chegou até à actualidade. Em Bensafrim existiram fábricas de cerâmicas, servidas por uma fonte de água férrea, num sítio designado Corte do Bispo. Actualmente, a agricultura desempenha ainda um papel bastante importante na economia local, sendo que paralelamente se desenvolveram o comércio e a hotelaria.